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Ano de 2009 tem alto número de empresas inadimplentes
Em 28/08/2009
 

Em janeiro do presente ano levantamento apurado junto aos órgãos de proteção ao crédito apontam que a inadimplência subiu 12,5%, quando comparado com dezembro de 2008. Para os órgãos de proteção ao crédito, “a alta da inadimplência continuou a refletir os efeitos negativos da crise financeira internacional sobre o mercado de crédito no Brasil”.


O levantamento também mostrou que houve uma elevação de 28,9% na inadimplência das pessoas jurídicas na comparação entre janeiro de 2009 e de 2008.


Os títulos protestados lideraram o ranking de representatividade da inadimplência das empresas em janeiro, com 41,5% de participação no indicador. Em seguida estão os cheques sem fundos, com participação de 39,5%, e as dívidas com os bancos, com uma participação no indicador de 19%.


Por fim, os cheques sem fundos tiveram seu valor médio em R$ 1.412,19 em janeiro de 2009, 14,5% a mais que o valor registrado em igual mês de 2008.


Foram devolvidos 22,9 cheques a cada mil compensados nos sete primeiros meses de 2009, e 20 em igual acumulado de 2008. Ao todo, foram devolvidos 16,57 milhões de cheques, e compensados 723,21 milhões de janeiro a julho deste ano. Em 2008, no mesmo período, foram 16,38 milhões de cheques devolvidos, e 820,20 milhões de compensados.


De acordo com as entidades, a evolução de 14,5% verificada no acumulado do ano se deve à conjuntura econômica e a condição financeira do consumidor.


Os analistas também destacam que a utilização não criteriosa do cheque pré-datado, para financiar o consumo, foi praticada por vários estabelecimentos, para driblar o crédito menor.


Segundo outro relatório divulgado pelo BC (Banco Central), a taxa de inadimplência das pessoas físicas subiu em janeiro pelo quarto mês seguido e alcançou o maior patamar desde maio de 2002. A alta foi puxada principalmente pelas linhas de financiamento de veículos.


Apesar da recuperação verificada a partir da metade de abril, os técnicos observam que as referências atuais ainda não são tão favoráveis quanto às do ano passado, com efeitos diretos na inadimplência com cheques, que possui a característica de ser mais rápida em sua anotação. Para os meses de agosto e setembro, a expectativa dos especialistas é de que a inadimplência com cheques se mantenha em patamar elevado, perdendo força no último trimestre deste ano.