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Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e em Biblioteconomia.
Considerado “miss simpatia” do mundo animal (parece estar sempre sorrindo), todo 3º sábado de outubro é o Dia Internacional do Bicho-Preguiça.
A característica mais popular deste pacífico herbívoro, parente dos tatus e tamanduás, é justamente poupar sua energia por meio de movimentos bastante “leeeentoooos”.
Faz alguns anos, o Tribunal Eleitoral de Minas Gerais, em sua campanha para divulgar que o título de eleitor seria expedido no mesmo dia, optou pela preguiça (o bicho, não o estado de espírito) como símbolo, o que gerou tantas reclamações vindas de seus funcionários que acharam por bem encerrar a publicidade.
Situação parecida ocorreu com o Ministério do Trabalho: para estimular a paz e a boa convivência entre os trabalhadores, fizeram propagandas baseadas em uma “filosofia” que virou moda na internet: o “deboismo” (“ficar de boa”).
De acordo com o bem-humorado casal goiano idealizador desta “doutrina”, o objetivo é incentivar o respeito e a calma nas relações entre os usuários das redes sociais. Assim sendo, nada mais natural que tenham escolhido o bicho-preguiça como símbolo, devido à serenidade que este animal transmite.
Por sinal, a campanha ministerial utilizou trechos do desenho animado Zootopia, onde os funcionários públicos são caracterizados como vagarosos e sorridentes… mamíferos preguiças!
Na sociedade atual, onde o ritmo de tudo está cada vez mais acelerado, nem é de estranhar que algumas categorias tenham interpretado como uma ofensa.
Contudo, nos últimos anos, consigo perceber os benefícios em optar por abrir mão da pressa e dedicar tempo maior e de qualidade na apreciação de tudo.
Por isso, sou a favor do “Slow Movement” que incentiva a degustação de cada momento, sem pressa e o compartilhar da experiência. Este ideal vem sendo aplicado à gastronomia (Slow Food), à moda (Slow Fashion), ao turismo (Slow Travel e CittaSlow) e às artes (Slow Art).
O caracol e a tartaruga são os mascotes internacionais desta causa. Contudo, como representante brasileiro, fiz questão de incluir nosso bicho-preguiça! E longe de alguém se magoar, adoraram a iniciativa e a mensagem: desacelere, viva muito e viva bem!



