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Chuvas abaixo da média tendem a persistir e agravar seca em São Paulo

Cenário de escassez hídrica tem relação com o La Niña

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Chuvas abaixo da média tendem a persistir e agravar seca em São Paulo
Fotografia – Sabesp/Divulgação

A média de chuvas em praticamente todas as estações de medição da Região Metropolitana de São Paulo está abaixo da média histórica para o mês de janeiro e tende a se manter assim ao longo de todo o primeiro trimestre do ano, com exceção do posto de medição do Mirante de Santana, na zona norte da capital, que já superou a média esperada para o período. A situação se deve à dificuldade de avanço de frentes frias vindas do Sul e da umidade proveniente do Oeste, originada tanto do Oceano Atlântico quanto da Amazônia, condições associadas à alta anômala causada pela persistência do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico.

Com a influência do La Niña, confirmada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a condição de seca em todo o estado de São Paulo se agrava. O estado já se encontra em situação de seca severa ou extrema desde janeiro de 2024, com exceção do norte paulista, que apresenta seca severa nos últimos 12 meses. As demais regiões do estado são consideradas pelo Inmet como em condição de seca extrema nesse mesmo período. O ano de 2025 já foi classificado como seco pelo órgão, uma vez que as chuvas de verão (2024-2025) não foram suficientes para repor o estoque de água no solo.

Impactos em diversas áreas

A situação de escassez hídrica já provoca impactos de curto prazo em todo o estado de São Paulo e de longo prazo nas porções noroeste e leste, segundo o monitoramento mensal da Agência Nacional de Águas (ANA). Os reservatórios que abastecem a capital e os demais municípios da Região Metropolitana operam em níveis críticos. Na medição da última sexta-feira (16), o Sistema Integrado Metropolitano, monitorado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), registrava 27,7% de sua capacidade – índice igual ao de 16 de janeiro de 2016, quando o sistema se recuperava da seca histórica de 2015, e superior ao volume registrado em 16 de janeiro de 2014.

A companhia informou que tem reduzido ou interrompido o abastecimento na região durante o período noturno desde o final de agosto de 2025. Os investimentos realizados, por sua vez, não diminuem a gravidade do cenário. Segundo a própria Sabesp, em nota, "a região metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação hídrica historicamente desafiadora. Em 2025, a região atravessou uma das piores estiagens em 10 anos, com índices de chuva entre 40% e 70% abaixo da média e vazões afluentes drasticamente reduzidas”. De acordo com a Sabesp, “os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes, com chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e demanda elevada agravam a escassez hídrica".

Com informações da Agência Brasil.

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