Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

Campinas

Projeto Cidadela Arte e Natureza transforma o MACC em cidade imaginária voltada às infâncias

Exposição de Maria Ezou ocupa o Museu de Arte Contemporânea de Campinas de 27 de fevereiro a 12 de abril 

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Projeto Cidadela Arte e Natureza transforma o MACC em cidade imaginária voltada às infâncias
Além das obras, mostra reúne instalação interativa, plantio de mudas nativas e programação formativa para educadores | Mônica Cardim

O projeto Cidadela Arte e Natureza, ancorado na exposição “Cidadela”, chega ao Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) entre os dias 27 de fevereiro e 12 de abril, com assinatura da artista visual Maria Ezou. A iniciativa convida o público a mergulhar em uma experiência imersiva no universo das infâncias, explorando sensações, emoções e subjetividades por meio de uma instalação interativa e sensorial. Somando mais de 64 mil espectadores, desde 2022 a exposição já percorreu seis estados: Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará.

Segundo os organizadores, “a proposta é oferecer um ambiente onde crianças e adultos possam experimentar novas formas de perceber o mundo. A exposição apresenta uma cidade imaginária e biocêntrica, uma fortaleza onírica onde seres humanos, casas e natureza coexistem em um mesmo sistema harmônico”.

Logo na entrada, o visitante é recebido por um portal que remete a raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha. A estrutura, chamada de “estufa”, abriga pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica e mudas de plantas nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, biomas originais da região de Campinas. No espaço, o público pode plantar mudas destinadas à restauração ambiental ou produzir um autorretrato, que passa a integrar a galeria de “habitantes” da Cidadela.

Feito para os pequenos

A expografia foi planejada para respeitar a altura e o campo de visão das crianças, com minimundos posicionados ao nível do olhar infantil. O convite para os adultos é experimentar a mostra sob a perspectiva dos pequenos, exercitando novas formas de sensibilidade e presença.

O fio condutor da obra são as artes têxteis, que Maria Ezou combina com teatro de animação, arte eletrônica, audiovisual, literatura, música e autômatos artesanais. A artista também emprega técnicas de marcenaria, serralheria artesanal e colagem, integrando saberes como mecânica do movimento, arquitetura vernacular, biologia e agroecologia.

A programação complementar tem início no dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h, com a formação “Arte e Infância”, voltada a educadores e ministrada pela própria artista. No sábado (28), às 11h, acontece a Ação Semear, com o plantio de mudas de árvores nativas em celebração à chegada do projeto à cidade. Durante todo o período expositivo, também serão realizadas visitas mediadas para grupos.

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