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Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.
Durante o período de férias, muitas pessoas buscam alternativas de viagem fora do turismo tradicional, priorizando experiências com mais atividades, passeios e contato direto com a natureza. Nesse contexto, o ecoturismo tem se destacado como uma opção cada vez mais procurada por quem deseja unir lazer, aventura e consciência ambiental.
De acordo com Sidnei Raimundo, professor associado da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, do curso de Lazer e Turismo, “o ecoturismo pode ser caracterizado como um segmento de mercado. Isso significa que ele envolve um conjunto estruturado de serviços e roteiros voltados a um público específico, que utiliza seu tempo livre para conhecer e vivenciar ambientes naturais. Essa motivação principal não impede que o turista frequente outros espaços no destino, mas a natureza é o elemento central da viagem”.
Para atender a esse público são oferecidos tipos específicos de hospedagem, serviços especializados e atividades como trilhas guiadas, observação da fauna e flora e práticas de educação ambiental. No entanto, o ecoturismo não deve ser confundido com o simples turismo na natureza, explica o professor: “Para ser considerado ecoturismo, é necessário atender a três pilares fundamentais: a preservação do meio ambiente, a experiência consciente do ecoturista e o envolvimento das comunidades locais nos processos decisórios”.
Desde o início do século 21, especialmente após o período de quarentena imposto pela pandemia da Covid-19, o ecoturismo tem apresentado crescimento significativo. O confinamento levou muitas pessoas a reconhecerem a importância dos espaços ao ar livre e do contato com a natureza, fortalecendo a demanda por esse tipo de atividade no Brasil e no mundo, destaca o especialista.
“O Brasil possui enorme potencial para o ecoturismo, já que abriga a maior biodiversidade do planeta, com biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Apesar dessa riqueza natural, ainda são necessárias melhorias nos serviços oferecidos aos turistas, para que o país consiga se consolidar de forma mais competitiva no cenário internacional do ecoturismo,” enfatiza o professor.
O coteúdo foi originalente publicado por Simone Lemos no Jornal da USP.

