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Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.
Na noite de sexta-feira, 30 de janeiro, a chuva decidiu cair sobre a cidade de Serra Negra. A água descia do céu como quem abençoa o que nasce, desacelerando o tempo e fazendo a cidade respirar esperança e acolhimento. O Loteamento Jardim Placidolândia foi cenário de um encontro raro: cerca de cem convidados e autoridades enfrentaram o chão de terra e grama molhado para participar da inauguração oficial da Casa di Matera, a nova Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI) de Serra Negra - “ou, como preferimos chamar, Unidade Residencial de Cuidados”, afirma Giuliano Dimarzio, médico com especializações em Geriatria e em Medicina de Família e Comunidade, e doutor em Clínica Médica pela FCM UNICAMP.
Idealizador e CEO da unidade, Dimarzio demorou-se à porta de entrada do salão de eventos da instituição até que o último conviva adentrasse o recinto e pudesse tomar assento. Apertando as mãos e recebendo a cada um com carinho, o médico demonstrou, na prática, o afeto com o qual lança mão de sua atividade profissional.
A Casa di Matera nasce com nome estrangeiro e alma universal. Inspirada na Comuna de Matera, no sul da Itália, lugar onde a pedra guarda memórias e as casas contam histórias, a instituição chega a Serra Negra com a proposta de acolher o tempo maduro da vida, oferecendo cuidado, dignidade e presença. Aliado a isso, o senso de responsabilidade se materializa com a atenção às saúdes, física, mental e emocional dos moradores, “e o suporte médico, de enfermagem, de fisioterapia, de fonoaudiologia, de educação física, de nutrição adequada e balanceada, de arteterapia, entre tantos outros recursos que a Casa di Matera disponibiliza aos seus residentes”, comenta Dimarzio.
É difícil destacar, entre tantos, apenas um único ponto alto da noite. A abertura das celebrações ganhou movimento com a apresentação da Cia. Allegro de Dança, que levou ao público a dança italiana em homenagem à Matera. Os passos, leves e precisos, pareciam desenhar no ar uma ponte simbólica entre continentes - da Itália ancestral à Serra Negra contemporânea.
A palestra magna de Giuliano Dimarzio foi além do caráter institucional, esperado para momentos como esse. Sua fala foi humana, tratando o ato de envelhecer de modo pragmático e profissional, sem abrir mão da mensagem respeitosa que seu trabalho entrega, tanto aos idosos, quanto à sua família. A proposta de criar uma casa vai ao encontro de um momento da vida em que o silêncio da solidão pode soar alto no coração e no ouvido de quem já tem mais idade. Portanto, a ideia de morar onde o cuidado não é rotina mecânica, mas gesto cotidiano, contribui para a compreensão de que uma casa pode ser mais que paredes: pode ser abrigo.
Costurando sons e emoções, enquanto o buffet servia a pizza de Matera, a noite trouxe uma apresentação musical especial com o próprio médico revelando outro talento: o da música, ao soar seu saxofone com a mesma dedicação que cuida de seus pacientes.
A chuva continuava do lado de fora, mas dentro havia festa, riso, abraço, expectativa e a sensação coletiva de que algo importante estava começando ali. A Casa di Matera não é só um novo endereço, mas uma promessa de cuidado contínuo, de respeito e de acolhimento ao futuro.

