Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

Esportes

Olimpíadas de Inverno: Brasil faz história com ouro inédito de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante

Da Noruega para o Brasil, atleta olímpico brasileiro ficou à frente de competidores tradicionais da Europa

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Olimpíadas de Inverno: Brasil faz história com ouro inédito de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante
Feito inédito: emocionado, Lucas Pinheiro canta o hino nacional brasileiro do lugar mais alto do pódio em Milão-Cortina D’Ampezzo | Cornelius Poppe / NTB

O Brasil escreveu um capítulo inédito em sua trajetória nos esportes de inverno ao conquistar sua primeira medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos de Inverno. O feito histórico veio com Lucas Pinheiro Braathen, que brilhou na prova do slalom gigante e colocou o país no topo do pódio pela primeira vez na competição.

A conquista representa um marco para o esporte brasileiro, tradicionalmente associado a modalidades de verão. Em uma disputa acirrada contra atletas de potências tradicionais da neve, como Suíça, Áustria e Noruega, Braathen demonstrou técnica, precisão e frieza nas duas descidas da prova, garantindo o melhor tempo combinado e assegurando o ouro.

Filho de mãe brasileira, nascida na cidade de Campinas-SP, e pai norueguês, Lucas optou por representar o Brasil, levando as cores verde e amarela às montanhas geladas do cenário olímpico de Milão-Cortina, na Itália. Sua trajetória já indicava potencial: conhecido por seu estilo agressivo e habilidade técnica, ele construiu carreira sólida no circuito internacional antes de alcançar o auge olímpico.

A prova

O slalom gigante é uma das provas mais tradicionais do esqui alpino, exigindo velocidade e precisão em curvas amplas distribuídas ao longo de um percurso técnico e desafiador. Na final olímpica, Braathen manteve regularidade nas duas descidas, evitando erros e administrando a vantagem nos trechos decisivos. O atleta realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

A medalha de ouro não apenas consolida o nome de Lucas na história do esporte mundial, mas também simboliza a expansão dos horizontes olímpicos do Brasil. Até então, o país acumulava participações discretas nos Jogos de Inverno, sem subir ao lugar mais alto do pódio.

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas que participou. Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, no último sábado.

As Olimpíadas de Inverno chegam ao final no próximo domingo, dia 22 de fevereiro. A cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 será realizada na Arena Verona, em Verona, Itália, com transmissão da TV Globo, e no Youtube, pelo GE TV e pela CazéTV

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