Produtores, baristas e especialistas em cafés especiais dos nove municípios que integram a região do Circuito das Águas Paulista foram convidados a participar da 3ª Feira das Indicações Geográficas (IGs) da Esalq/USP - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo). A iniciativa, promovida pelos estudantes de Marketing, em parceria com o grupo de pesquisa ExpandING, acontece no dia 2 de dezembro no campus de Piracicaba-SP da universidade.
O ExpandIG é um grupo de pesquisa voltado ao estudo e à promoção das Indicações Geográficas e das Marcas Coletivas como estratégias de agregação de valor, fortalecimento das identidades territoriais e fomento ao desenvolvimento sustentável no Brasil. “O evento tem como propósito promover a integração entre universidade, produtores e sociedade, por meio da valorização das Indicações Geográficas (IGs), que são instrumentos que reconhecem produtos cuja qualidade, reputação ou características estão vinculadas à sua origem territorial”, informam os estudantes que organizam o evento.
Durante a feira, serão expostos e comercializados produtos de diversas Indicações Geográficas, com destaque para cafés especiais, geleias, molhos, queijos e outros itens que refletem a tradição, a cultura e a qualidade associadas a cada território. “Trata-se de um encontro que aproxima o público de produtos, histórias e tradições que carregam a identidade de diferentes regiões do Brasil, a fim de promover e divulgar o que torna cada produto tão especial”, acrescenta o grupo de estudos responsável pela feira.

Participação do Circuito das Águas Paulista
Produtores rurais, profissionais do café e representantes da Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (ACECAP) estarão presentes no evento, a primeira edição após a conquista da IG pela região. “Cada xícara de café do Circuito das Águas Paulista pode contar a história de uma serra inteira. Os nove municípios da região possuem diferentes microclimas, altitudes e outras características que distinguem a produção regional de qualquer outra do país, atraindo diversos paladares, incluindo os mais exigentes”, destacam os pesquisadores.
“Os produtores reunidos na ACECAP mantém viva a tradição da cafeicultura, modernos processos de pós-colheita, com secagem em terreiros suspensos, fermentação controlada e cuidados especiais que tornam o café em uma verdadeira experiência”, finalizam os alunos da Esalq/USP ao convidarem o público a participar do encontro.
A região foi contemplada no segmento de Indicação de Procedência (IP) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o que significa que uma determinada área se tornou reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de um produto ou serviço. Trata-se de uma forma de proteção da origem de produtos, que se baseia na reputação de uma região e no reconhecimento do valor histórico que aquele local possui em relação à determinada produção. E foi justamente baseado neste quesito que a ACECAP solicitou o reconhecimento de Indicação Geográfica ao INPI, comprovando que o Circuito possui aproximadamente duzentos anos de investimentos na agricultura, nos estudos e no melhoramento do café produzido aqui, bem como no desenvolvimento das cultivares e no aprimoramento dos grãos produzidos na lavoura, o que confere à bebida maior dulçor, diferentes notas aromáticas e acidez equilibrada.
A IP assegura exclusividade de uso do selo a um grupo de produtores, possibilitando que a região se destaque por suas qualidades locais, e protegendo essas características conforme a Lei de Propriedade Industrial (LPI).