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Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.
Depois de pouco mais de um mês de disputas, emoções, surpresas e grandes partidas, a Copa do Mundo FIFA de 2026 chega ao seu capítulo final, no próximo domingo, 19 de julho, quando Espanha e Argentina entram em campo para decidir quem levantará a taça do maior torneio de futebol do planeta. No "De Olho na Copa" de hoje, vamos falar sobre a decisão que coloca frente a frente duas seleções tradicionais e vencedoras, confirmando uma escrita que permanece intacta há 16 anos: mais uma vez, a Copa do Mundo não terá um campeão inédito. A última vez que isso ocorreu foi em 2010, na África do Sul, quando justamente a Espanha levantou a taça pela primeira vez na sua história, na final contra a Holanda.
A final reúne duas seleções acostumadas a disputar grandes decisões. A Argentina busca seu quarto título mundial. Campeã em 1978, 1986 e 2022, a equipe sul-americana tenta ampliar sua galeria de conquistas e consolidar uma das gerações mais vencedoras de sua história. Do outro lado está a Espanha, campeã em 2010. Os espanhóis chegam embalados por uma campanha consistente e tentam conquistar o segundo título mundial, repetindo o feito da geração que encantou o futebol com seu estilo de jogo baseado na posse de bola e na troca de passes. Somadas, as duas seleções entram em campo com quatro títulos mundiais, demonstrando a força das equipes que alcançaram a decisão.
A ampliação da Copa para 48 seleções alimentou a expectativa de que uma equipe sem tradição pudesse surpreender e conquistar o título. Embora países estreantes tenham participado do torneio pela primeira vez e seleções consideradas emergentes tenham feito campanhas históricas, nenhuma delas conseguiu chegar à decisão.
Desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, apenas oito seleções conquistaram o troféu: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Uruguai, França, Inglaterra e Espanha. Ou seja, independentemente do resultado da decisão, esse seleto grupo continuará sendo formado pelos mesmos integrantes.
Tanto Espanha quanto Argentina demonstraram regularidade durante toda a competição, com os espanhóis chegando à final com um futebol coletivo, forte organização defensiva e intensidade na marcação, além de um meio-campo criativo e eficiente, que enfrentou a poderosa França e a forte seleção belga. Já os argentinos apostaram na tradição de sua camisa, na qualidade técnica do elenco, na experiência adquirida em competições recentes para superar adversários difíceis ao longo do mata-mata e, claro, num magistral Lionel Messi, brilhando dentro das quatro linhas. Com as duas equipes chegando credenciadas por campanhas consistentes, ambos os times prometem uma decisão equilibrada.
Agora resta apenas uma partida, o último capítulo. Noventa minutos - ou talvez mais, caso haja prorrogação e disputa por pênaltis - separam Espanha e Argentina novamente da eternidade - que dura quatro anos (rs).
De um lado, a chance de os espanhóis voltarem ao topo do futebol mundial após 16 anos. Do outro, a oportunidade de a Argentina conquistar seu quarto título - seu bicampeonato, pois é a última campeã do torneio - e reforçar ainda mais sua posição entre as maiores potências do esporte.
México, Estados Unidos e Canadá escreveram linhas memoráveis da Copa do Mundo de 2026, e agora, as três sedes encerram um capítulo único do futebol, na edição mais democrática de todos os tempos. E para o leitor do jornal e do portal O Serrano e para o ouvinte da Rádio Serra Negra (104,5 FM), a série "De Olho na Copa" vai chegando ao final celebrando não apenas a última partida, mas também tudo aquilo que faz da Copa do Mundo o maior espetáculo do futebol do planeta. A cada quatro anos, o futebol para o mundo. E o mundo para para assistir.



