Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

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Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista

Serrana Iza Bordotti é a responsável pela coleta do material que será analisado pela fundação de proteção ambiental

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Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista
Ambientalista verifica qualidade da água na região para estudos da Fundação SOS Mata Atlântica | Divulgação
Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista
Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista
Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista
Entre Linhas e Vozes - Episódio 11: SOS Mata Atlântica implementa Projeto Água Limpa no Circuito das Águas Paulista

Os pés avançam aos poucos até pararem diante daquilo que, estarrecidos, os olhos marejados apontam. O cenário que se expressa vai do parcial descaso ao total abandono. Vidas foram ceifadas; o empobrecimento foi estabelecido; o implacável terror faz-se presente, e até o momento corrente, parece não haver ninguém que se importe com a situação, porque há quem acredite - ainda que equivocadamente - não atingi a cada um de nós. Mas afeta-nos. Negativamente.

A drástica diminuição do cardume é um claro sinal da realidade instalada; a substituição de árvores nativas frutíferas por aguapés, verdadeiras pragas naturais, é sinônimo do empobrecimento local; e o fétido odor mostra como nós, enquanto administradores dos bens naturais, falhamos.

“Eu sou gestora ambiental e, apesar de não trabalhar exatamente na área, atuo com tratamento de água de piscina. E esse projeto veio para complementar meus estudos e minha atuação na área da preservação da água, pois prezo muito pela questão ambiental, inclusive aqui, mesmo, em Serra Negra. Resolvi participar porque acredito na causa e na mobilização das pessoas para trazer um ambiente melhor para todo mundo, especialmente cuidando dos nossos rios. De fato, eu gosto de estar inserida cada vez mais na natureza”. Essa é Iza Noemi Bordotti, ambientalista serrana que atua como voluntária na SOS Mata Atlântica, fundação que “atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade”. Atualmente, Iza trabalha como agente voluntária no programa Água Limpa da entidade, campanha realizada em todo o país e que, no Circuito das Águas Paulista, ocorre em Amparo: “A SOS Mata Atlântica apresentou esse projeto para a Ypê (Química Amparo), que abraçou a causa como uma das patrocinadoras da ONG, e se envolveu no projeto. A SOS trouxe, então, a metodologia para Amparo, na ocasião, no Centro Universitário Amparense (UNIFIA), e os interessados em participar do projeto participaram de uma reunião para ingressar na entidade como voluntários. Nós tínhamos um grupo com alguns integrantes da Ypê, colegas de faculdade, mas, hoje, estou praticamente sozinha, acompanhada de meu marido que também faz parte e às vezes me auxilia nas atividades. Havia pessoas idosas que vinham de Jaguariúna, mas atualmente ela não consegue mais participar”.

Verde das matas; azul do céu; amarelo do ouro. Apesar de inúmeras controvérsias a respeito das cores brasileiras, aprendemos ainda nos tempos de escola que a bandeira nacional representa a natureza exuberante que os colonizadores encontraram ao desembarcarem nestas terras. Ainda hoje, o Brasil é conhecido por ser um país de riqueza natural e o berço da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. Porém, os dados mais recentes mostram que essa aparência tem se mostrado muito mais fruto de marketing do que o que de fato ocorre por essas bandas. Não basta só pensar em economizar água para tomar banho e escovar os dentes. Obviamente, os números apontam que há um problema muito maior por parte da indústria que desperdiça água, que o uso individual, caseiro. Ainda assim, já se tornou parte da cultura fechar a torneira para escovar os dentes ou fazer a barba, tomar banhos mais rapidamente, entre outras situações que podemos implementar no dia a dia para economizar água. Contudo, para além disso, há um trabalho muito maior que precisa ser feito, mas, aparentemente, nem todas as pessoas têm vontade, desejo, tempo, expertise ou mesmo vocação para fazê-lo. Iza Bordotti comenta o que, na sua opinião, está faltando para o brasileiro como povo e como nação, se envolver numa causa de tamanha importância: “Apesar de sermos parte dele, acredito que o meio ambiente parece sempre ficar em segundo plano para a sociedade. Ou talvez seja por falta de tempo, ou de desejo de querer se envolver no assunto e entender melhor como a natureza funciona. A causa da água é primordial para a saúde humana, principalmente porque 35 milhões de pessoas no país ainda hoje não tem acesso à água limpa, e outros 46% de brasileiros vivem sem tratamento de esgoto. 60% das doenças que levam às internações no SUS [Sistema Único de Saúde] tem a água contaminada como causa. As pessoas geralmente são convidadas a participar das atividades, mas não têm tempo, talvez porque elas normalmente ocorrem aos finais de semana. Temos alguns parâmetros com horários específicos para serem coletados, como de madrugada. Muita gente também não quer investir os fins de semana para fazer isso. Precisamos, então, de campanhas, envolvendo escolas e a juventude interessada em conhecer esse projeto, desenvolvendo esse olhar para a questão da água limpa”.

O Camanducaia

A estradinha de terra é cercada por uma paisagem verde disforme. Não há sinais de cuidado, apesar de estar claro que a região sofre com uma constante intervenção humana. Conforme seus pés avançam, os olhos da ambientalista padecem com a triste vista que precisa apreciar todas as vezes que se aproxima à beira de sua base de trabalho: “Tem a presença pequena de mata ciliar, uma estradinha bem próxima ao rio que, inclusive avançou nos dias de chuva e tornou o trabalho um pouquinho dificultoso por causa do barro. Mas falta mata ciliar em diversos trechos, e os pescadores queriam melhorar essa área, plantando árvores na beira do rio. E entre tantos entes que podem fazer esse trabalho estão a prefeitura, as empresas ao redor e os próprios moradores. É preciso conhecer um pouco sobre a vegetação local, a fim de plantar espécies nativas, que são prioridade para ocuparem as margens do rio. Poderia ser feito um evento de plantio de árvores nativas ali”.

Diversos dados são analisados mensalmente durante a pesquisa, como turbidez, temperatura da água e pH, fosfato, nitrato e outros parâmetros que compõem o índice de qualidade da água: “Avaliamos diversas variáveis, como a presença de peixes, a formação de plantas aquáticas, como os aguapés, que também pioram a qualidade da água, a cor e o cheiro também entram no relatório. E, infelizmente, essa situação não é somente em Amparo ou aqui na região, é em nível nacional. Pelas análises que são realizadas, esse problema ocorre em todo o país. Dá pra recuperar? Desde que se tenha boa vontade de todos, principalmente do poder público, é possível”, afirma Iza.

Responsabilidade compartilhada

“Desmatamento na Mata Atlântica atinge menor nível histórico e confirma trajetória de desaceleração”. Este é o título da reportagem publicada no portal SOS Mata Atlântica. A matéria ainda confirma:

“O Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica, MapBiomas e Arcplan desde 2022, registrou queda de 28% no desmatamento em relação ao período anterior - de 53.303 para 38.385 hectares. Trata-se do menor índice dos quatro anos de acompanhamento. Já o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, parceria entre a SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que desde 1985 monitora os grandes fragmentos de florestas maduras do bioma, confirma a mesma tendência com um dado ainda mais expressivo: redução de 40% na supressão, que passou de 14.366 para 8.668 hectares. Em quatro décadas de monitoramento, pela primeira vez o desmatamento anual ficou abaixo da marca de 10 mil hectares”.

Os números são surpreendentemente positivos, e devem ser recebidos com entusiasmo pela população. Apesar disso, é mister permanecer atento a projetos governamentais e outras iniciativas públicas a respeito da proteção ao meio ambiente, especialmente as micro decisões políticas nos âmbitos estadual e municipal. Até porque, pessoas não são dados; e elas moram nos municípios, não no estado ou na Federação, e é no seu local de moradia que sentem mais o peso das decisões.

“O que nós estamos vendo é que os governos não estão priorizando os cuidados com meio ambiente. Nos últimos anos, aumentou o desmatamento na Mata Atlântica, que já é bem menor do que seu tamanho original. Como sociedade, precisámos manter e lutar pela sua preservação. Existem diversos programas de recuperação de matas ciliares e nascentes, como as ações desenvolvidas pela Associação Ambientalista Copaíba, que tem feito um trabalho muito importante em nossa região, nas bacias e nos rios”. Ela fala sobre a necessidade de urbanização e crescimento das cidades, mas afirma que isso deve ser feito com responsabilidade: “A gente pensa que não pode excluir o meio ambiente. É preciso expandir e construir novas habitações, mas não podemos perder a consciência de que precisamos também ter um ambiente saudável para todo mundo. Não adianta apenas construir sem preservar uma área verde. Veja o caso de Serra Negra, que sofre com as cheias do ribeirão em dias de fortes chuvas, com casas muito próximas do leito do rio e que acabam tendo problemas. Devemos pensar na proteção de todos, numa margem de segurança do próprio rio”, comenta.

Uma das mais recentes e principais preocupações de Iza e seus colegas de trabalho está ligada à construção de duas barragens na região do Circuito das Águas Paulista: a de Pedreira e a de Duas Pontes (Amparo). O assunto já foi pauta de reportagens do jornal O Serrano em algumas oportunidades, como na edição do dia 13 de fevereiro de 2026:

“As barragens de Pedreira e Amparo, no Rio Jaguari, possuem históricos de polêmicas e imbróglios ao longo dos últimos anos. Embargos e outras ações judiciais já foram realizados desde o início da execução das obras, especialmente envolvendo discussões acerca dos possíveis impactos ambientais que as estruturas trarão para a região, além da viabilidade técnica de execução dos empreendimentos e a legalidade dos processos de licenciamento das barragens”.

“Nossa preocupação é com o prejuízo ambiental, porque ali tem áreas que eram um anfiteatro de nascentes, como a do rio Atibaia, no caso da barragem de Pedreira, e que a construtora está mexendo para implementar ali um reservatório. É claro que o reservatório vai receber água e encher aos poucos, mas o que queremos saber é qual a qualidade dessa água que será represada, para quem ela vai e qual a sua finalidade? O rio Camanducaia tem apresentado parâmetro “regular” nas suas avaliações, o que é muito ruim como qualidade para o consumo da população. Esses fatores podem, inclusive, levar ao aumento no número de plantas, como os aguapés, em decorrência do não tratamento do esgoto. Ou seja, antes mesmo de encher esse reservatório, seria necessário ter 100% do tratamento de esgoto garantido nestas localidades, o que não acontece. Recentemente, um ponto do rio Tietê nas regiões de Igaraçu e Barra Bonita, teve um problema gigantesco com a proliferação de aguapés, comprometendo até mesmo a navegação da reclusa no rio. Seria necessário fazer um trabalho de remoção dessas plantas, mas naquela localidade, o problema virou um tapete verde , trazendo com elas os contaminantes da água. Portanto, antes de falar em barragem, é necessário cuidar da água, e saber se essa água vai realmente para as pessoas ou se será direcionado à indústria”.

Les plans environnementaux parisiens

“Como será Paris em 2050?” A pergunta abre a matéria publicada pela prefeitura de Paris que trata dos “Planos parisienses para o meio ambiente”, apresentando cinco soluções estratégicas do Poder Público local para a implementação da sustentabilidade prática e transformação da paisagem parisiense nos próximos anos. Uma das iniciativas foi transformar 60 mil vagas de estacionamento para carros em áreas verdes, com plantação de árvores e colocação de gramado para a criação de pequenos espaços verdes em todas as áreas da cidade. Com o lema “Imagine se cada vaga de estacionamento fosse uma árvore plantada”, a prefeitura iniciou as transformações no ano de 2020, e seguirá pelas próximas décadas o seu objetivo de “fazer de Paris uma cidade mais verde e mais justa”, como afirma comunicado da Administração Pública.

A ideia de trocar vagas de carros por árvores foi copiada pela Câmara Municipal de São Paulo, por meio do projeto Vagas Verdes, de autoria da vereadora Renata Falzoni (PSB), elaborada em parceria com a vereadora Marina Bragante (REDE) e o vereador Nabil Bonduki (PT), que visa substituir vagas de estacionamento nas ruas por pequenas áreas verdes e de convivência. “Recentemente, vi um projeto da vereadora Renata Falzoni, de São Paulo, em que ela, juntamente com mais dois parlamentares, lançaram um projeto inspirado numa ideia que já ocorre em Paris, na França, que disponibiliza 60 mil vagas de estacionamento nas ruas e avenidas plantando árvores, criando jardins e usando esses espaços tanto para a convivência das pessoas, quanto para preservação da natureza, tirando os carros do centro de Paris - e agora em São paulo também - para que as pessoas possam circular livremente. São Paulo, então, se inspirou nesse conceito e fizeram um projeto semelhante, ocupando, inicialmente, uma vaga de moto, abriram o asfalto, plantaram árvores nativas, não são exóticas tampouco essas pequenininhas, são árvores que verdadeiramente garantam sombra e asseguram o bem-estar das pessoas. Eu vi a empolgação da vereadora abraçando a árvore e pensei: ‘por que não replicamos esse projeto em outras cidades? Por que não fazemos aqui em Serra Negra, que é tão carente de árvores?’ Muitas vezes retiram árvores sadias por nada, porque vão construir uma calçada ou porque a raiz está estragando o encanamento. Mas tudo isso é feito sem um plano eficiente de arborização urbana”. 

Iza Bordotti defende que é possível replicar esse projeto no município, especialmente em dois logradouros por onde milhares de pessoas atravessam todos os dias: “Temos duas avenidas aqui na cidade que as pessoas que utilizam sofrem muito durante os períodos de calor, como no verão, especialmente quem circula a pé pela Juca Preto e pela João Gerosa. Estes seriam dois pontos interessantíssimos para implementarmos um projeto desse tipo, ocupando uma vaga pequena, não precisa ser grande, e plantar mais árvores na cidade o que, com certeza, traria inúmeros benefícios. Além das sombras e das áreas de convivência, esse projeto visa absorver água da chuva, contribuindo para a redução de possibilidades de enchentes. Ocasionalmente, a Rua Coronel Pedro Penteado sofre alguns eventos dessa natureza. Esse tipo de espaço serviria, justamente, para absorver essa água. Além de ser também um novo atrativo turístico, mais um ponto instagramável e que possibilitaria o registro de lindas fotografias. Para muito além do turismo de compras, tem muita gente que, assim como eu, aprecia estar imerso na vegetação e colhe os benefícios que isso traz para a saúde”.

Daqui para frente

A ambientalista comenta quais são os próximos passos do projeto Água Limpa, e como a sociedade pode contribuir para que a qualidade da água em nossa região alcance melhores resultados nos próximos anos. Segundo ela, o conhecimento da real situação de nossas águas e o desejo de se envolver no tema são fundamentais: “Esse projeto será ampliado nos próximos meses, e a SOS Mata Atlântica está definindo novos pontos onde o plano será implementado. Depois disso, faremos a divulgação para quem quiser conhecer o projeto, com a apresentação dos relatórios e das informações sobre a qualidade da água dos rios da região. Mas através do site da entidade, é possível conhecer também todos os demais projetos, como os de proteção da vegetação e das florestas, as ações de educação ambiental e o apoio aos parques e reservas. Os interessados em conhecer um pouco mais sobre os projetos ou ser parceiro da SOS Mata Atlântica estão convidados”.

Viver no Circuito das Águas às vezes nos traz a sensação de que está tudo bem, e de que nada precisa ser feito para recuperar a água. Fontes de águas minerais espalhadas pelo centro das cidades, enormes lagoas na região central dos municípios, represas e parques ecológicos nos bairros dão a falsa impressão de que a água é um bem sem fim. O que, definitivamente, não é verdade: “Poluir um rio é infinitamente mais rápido que recuperá-lo. E os nossos rios, aqui da região, estão por um triz. Ações efetivas para protegê-los e recuperá-los são inadiáveis. Nunca foi tão urgente trabalharmos essas iniciativas. Acima de tudo, o que pedimos às pessoas, à sociedade como um todo, é que respeitem esses cursos d'água de Serra Negra e região, não jogando lixo no rio. Precisamos respeitar, porque o rio é um ser vivo e é a nossa obrigação, enquanto cidadãos, proteger o nosso meio ambiente, até mesmo porque estamos inseridos nele, e isso é algo que não tem como ignorar. Fazemos parte disso tudo, e devemos trazer esse benefício para perto de nós. E para isso, nada como respeitar a nossa água”, finaliza Iza Bordotti.

Agora, é com você. E é comigo também. diante de tudo o que nos foi apresentado, o que vamos fazer? Ignorar, não é uma possibilidade; fingir que nada está acontecendo, tampouco vai contribuir para trazer alguma solução. Nossa participação ativa é inegociável, mas cabe a cada um de nós saber, exatamente, qual atitude tomar a partir de agora. 

Você pode ler essa história na íntegra, com a participação de Iza Bordotti, além de ouvir os próximos da série Entre Linhas e Vozes no canal da Freestory no Spotify, clicando aqui

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