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Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.
Aproveitando o clima de Copa do Mundo que contagia todo o país, o arquivista, pesquisador e colunista do jornal O Serrano, Nestor Leme, esteve no Colégio Reino/Anglo de Serra Negra conversando com os alunos do 1º ano do Ensino Médio. A palestra e a exposição fotográfica aconteceram na última segunda-feira (15), durante a aula de Educação Física ministrada pelo professor Fábio Fiorante, como parte das atividades do projeto Vozes do Reino, que estimula os estudantes a criarem iniciativas voltadas ao público, como pesquisas, podcasts e vídeos, agregando ações práticas que envolvem competências socioemocionais aos estudos teóricos aprendidos na escola.
O pesquisador falou sobre a visita da Seleção Brasileira de Futebol ao município de Serra Negra antes das edições da Copa do Mundo de 1962, no Chile, e de 1966, na Inglaterra, lembrando os tempos áureos da Amarelinha, que tinha nomes como Pelé, Garrincha e Zagallo entre os integrantes dos elencos campeões.
“Para mim, a base daquelas seleções foram as melhores que eu já vi jogar, culminando no incomparável time do Tricampeonato de 1970, quando Pelé brilhou para todo o planeta conhecer a força do futebol brasileiro”, declarou Nestor Leme, que acrescentou ainda que “a presença dos jogadores impactou imensamente a rotina da cidade e movimentou toda a região. Afinal de contas, Serra Negra foi a única cidade do interior do país que recebeu aquela seleção durante uma temporada preparatória para o maior evento de futebol do mundo”.
A aula aberta proporcionou aos alunos conhecer mais sobre a história do esporte serrano, especialmente do futebol local, que já viveu grandes momentos na história de São Paulo e do Brasil: “Já passaram por aqui grandes jogadores, que inclusive vestiram a camisa do Brasil, como é o caso de Mauro Silva, que defendeu as cores do Serra Negra Esporte Clube no início da carreira, antes de se transferir para o Guarani, de Campinas, e ter grandes passagens por Bragantino e La Coruña (Espanha)”.
Questionados sobre a frequência com que assistem aos jogos de futebol da atualidade, apenas uma pequena parcela dos estudantes confirmou acompanhar as partidas semanalmente. A constatação despertou uma dúvida da aluna Ana Clara Rosa sobre quais seriam, na visão de Leme, os possíveis motivos para um número tão baixo de adolescentes e jovens acompanhar aquele que é conhecido como “a paixão nacional”.
O pesquisador lembra que o esporte em Serra Negra costumava ser o grande atrativo da juventude, algo que hoje não acontece mais: “Na minha época, o grande momento do dia era jogar bola. Saíamos da escola ou do trabalho para jogar futebol até não enxergarmos mais a redonda por falta de luz nos nossos campos improvisados. O esporte era o motivo de reunião das pessoas e até mesmo a forma como os garotos paqueravam”.
Segundo ele, o campeonato amador local era formado por cerca de 600 pessoas e repleto de bons times: “Existiam muitos times de futebol no passado serrano. Eram 12 equipes na primeira divisão e outras 18 na segunda divisão e, mesmo sem um campo de futebol para jogar, o Bairro Alto das Palmeiras, por exemplo, possuía três times, enquanto o São Luiz, dois”.
Causos do passado e a vida serrana de décadas atrás também foram temas do encontro, que reuniu gerações em um momento de troca de informações e curiosidades, além de muita torcida pelo hexacampeonato mundial da Seleção Brasileira em 2026.

