Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

Saúde

Funcionamento do intestino interfere na imunidade e na saúde mental

Em meio ao Maio Roxo, nutricionista explica sobre a relação do intestino com a saúde mental e porque ele é considerado o “segundo cérebro” do corpo humano

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Funcionamento do intestino interfere na imunidade e na saúde mental
Campanha Maio Roxo reforça a importância dos cuidados com o intestino e os impactos na saúde mental | Magnific

Você sabia que, muito além da digestão, o intestino é considerado um dos órgãos mais importantes para o equilíbrio do organismo e pode estar diretamente relacionado à imunidade e à saúde mental? Conhecido por especialistas como o “segundo cérebro”, ele exerce influência não apenas sobre a saúde física, mas também sobre o humor, o sono, a imunidade e até a sensação de bem-estar.

Segundo a nutricionista da MedSênior, Giselli Prucoli, a ciência tem demonstrado cada vez mais a forte ligação entre intestino e cérebro. “Cerca de 90% da serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar e felicidade, é produzida no intestino. Por isso, um intestino desequilibrado pode contribuir para sintomas como ansiedade, irritabilidade, tristeza e dificuldade de concentração”, afirma. “Cada vez mais pesquisas mostram que um intestino saudável contribui para maior equilíbrio emocional, melhor qualidade do sono, mais disposição e até maior resiliência ao estresse”, acrescenta.

Recentemente, após o jornalista Chico Pinheiro revelar o diagnóstico de câncer de intestino, questões relacionadas à saúde intestinal ganharam mais visibilidade, reacendendo o alerta sobre a importância dos cuidados com a saúde digestiva. O assunto ganha ainda mais destaque no mês de maio, quando acontecem a campanha internacional de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), o Maio Roxo, e o Dia Mundial da Saúde Digestiva, celebrado em 29 de maio. As iniciativas ligadas às datas buscam ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce das doenças digestivas e intestinais, além de incentivar a adoção de hábitos saudáveis para prevenção e manutenção do bom funcionamento intestinal.

A nutricionista alerta que os primeiros sinais de que a saúde intestinal não vai bem muitas vezes são negligenciados, passam despercebidos ou são considerados irrelevantes. “Sintomas como barriga inchada, gases frequentes, constipação, diarreia, compulsão por açúcar, cansaço constante e mudanças de humor podem indicar desequilíbrios intestinais e representam um importante sinal de alerta para a saúde”, destaca.

Segundo ela, a observação das fezes também pode trazer pistas importantes sobre a saúde digestiva. “A chamada Escala de Bristol, utilizada mundialmente por profissionais da saúde, classifica os tipos de fezes conforme o formato e a consistência, auxiliando na identificação de alterações intestinais”, explica.

Giselli reforça que alterações persistentes relacionadas à saúde intestinal merecem atenção e acompanhamento especializado e individualizado. Afinal, um intestino saudável é um dos pilares da saúde física e emocional, além de contribuir para um envelhecimento com mais qualidade de vida.

“O intestino abriga trilhões de microrganismos, chamados de microbiota intestinal, responsáveis por funções essenciais, como auxiliar na digestão, produzir substâncias importantes para o organismo e proteger o corpo contra agentes nocivos. Alterações nessa microbiota geram desequilíbrios que impactam diretamente o funcionamento do organismo como um todo”, explica.

Saiba mais como cuidar da saúde do seu intestino

Entre os principais cuidados recomendados pela nutricionista para garantir o bom funcionamento intestinal estão manter uma alimentação rica em fibras, ingerir bastante água, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, evitar álcool e cigarro, praticar atividade física regularmente e ter boas noites de sono.

“Quando cuidamos do intestino, estamos cuidando do corpo e da mente ao mesmo tempo. Pequenas mudanças de hábitos podem gerar impactos importantes na saúde, no bem-estar emocional e na longevidade”, garante. “Vale lembrar que, ao perceber qualquer sinal persistente de alteração intestinal, é fundamental procurar orientação profissional”, orienta a nutricionista.

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