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Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.
Mais uma vez, a cidade de Serra Negra - e mais precisamente o Bairro da Serra - é palco de um grande evento da agricultura nacional, revelando o município como um expoente no agronegócio brasileiro. Depois de o Sítio São Geraldo (Café Nonno Marchi) sediar, em 27 de maio, o Projeto Café Sustentável da Syngenta, realizado em parceria com a JDE Peet’s, maior empresa de café do mundo, agora foi a vez de a Fazenda Sula - Nata da Serra receber, na última semana, produtores rurais, técnicos e profissionais ligados ao agronegócio que participaram do Dia de Campo - Produção de Leite a Pasto, evento organizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Segundo o órgão, a iniciativa teve como objetivo apresentar tecnologias, práticas de manejo e estratégias para aumentar a produtividade e a qualidade do leite produzido em sistemas de pastagem.
A experiência técnica imersiva foi organizada por estações temáticas, e por meio delas, os participantes tiveram contato com assuntos fundamentais para o desenvolvimento da atividade leiteira. Manejo de pastagens; Recurso genético para produção a pasto; e Utilização de produtos biológicos e drones foram alguns dos temas abordados durante a visita.
Ricardo Schiavinato, engenheiro agrônomo e proprietário da Fazenda Sula - Nata da Serra, comentou que o encontro é sequência do programa Balde Cheio, da Embrapa: “Este foi um evento de treinamento de técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica, por meio do CATI Leite, que é uma extensão do projeto, utilizando a própria metodologia da Embrapa. É mais uma política pública do estado de São Paulo que visa melhorar a produção de leite e, quem sabe, retornar aos patamares anteriores de produção, quando São Paulo foi o segundo maior produtor de leite do país”, lembrou Schiavinato.
O treinamento, que reuniu 150 pessoas, entre técnicos, produtores rurais e empreendedores, apresentou aos novos técnicos da CATI os conceitos de produção de leite a pasto e que, agora, deverão ser levados para todos os municípios do estado de São Paulo. As apresentações foram feitas pelos técnicos da entidade e pelo próprio produtor serrano, a produtores e especialistas de outras regiões paulistas, como Presidente Prudente, Itapetininga, Guararema e Santa Isabel, além de participantes de Minas Gerais.
Schiavinato comenta que o formato dinâmico do evento permitiu que os participantes visitassem todas as estações, tendo um primeiro contato com as tecnologias desenvolvidas na Nata da Serra em parceria com a Embrapa, e que envolvem o setor na atualidade, garantindo eficiência e sustentabilidade à agricultura: “Na minha estação temática pude abordar a proposta da Nata da Serra de trabalhar apenas com produção orgânica. Falamos também sobre a semeadura de aveia, utilizada durante o pastejo de inverno, sobre o manejo de pastagens, sobre a utilização de drones e, por fim, tratamos da qualidade do leite e do melhoramento genético, voltado à aumentar essa qualidade e a eficiência do pasto”. Agora, segundo ele, a tecnologia e o aprendizado serão transmitidos ao CATI Leite que, por sua vez, transmitirá aos produtores de regiões paulistas, estimulando a melhoria contínua da produção de leite no estado de São Paulo.

