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Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e em Biblioteconomia.
Se a música é o cenário invisível de uma obra de arte, há certas composições que funcionam como verdadeiras sessões de psicanálise em alto-bom-som!
Na minha caminhada como psicoterapeuta e artista plástico, sempre defendi que certas produções artísticas equivalem à soma de muitas aulas teóricas de Freud ou Jung. É exatamente o caso da obra-prima The Wall, de Roger Waters e Pink Floyd.
A genialidade de Waters foi traduzir em acordes e metáforas visuais o exato momento em que uma pessoa decide “emparedar” seus traumas. Construímos tijolo por tijolo uma verdadeira muralha emocional para nos isolar e proteger de sentimentos, impulsos e recordações dolorosas. O problema é que o mesmo muro que protege, também isola.
Essa ambivalência psicológica me fascinou tanto que deu origem ao Projeto Re-Arte (“avó” paulistano de nosso Museu ReArte serrano), transpondo esse universo conceitual para as telas na série de pinturas "Muros Emocionais".
Uma das obras de maior destaque dessa coleção, a tela Rio Wall, mostra o próprio Roger Waters grafitando no Rio de Janeiro, sob a cumplicidade simbólica de Salvador Dalí acobertando a cena.
Essa pintura, inclusive, ganhou o mundo no circuito da turnê europeia de 2018, passando por galerias de Roma e Viena, além de vertentes que circularam por Turim, Paris e Nova York, antes de descansarem no acervo aqui de Serra Negra (venham ver de perto!).
Em outra tela da série, Hammer March, brinco com a dualidade do martelo: a ferramenta que tem a força tanto para construir barreiras intransponíveis quanto para destruí-las por completo.
Trazer essas obras de volta ao centro das atenções neste mês no Museu ReArte é a nossa forma de estender o tapete vermelho para a nossa oficina gratuita de produção de trilhas sonoras para audiovisual, que acontece no dia 12 de junho.
Afinal, criar uma trilha sonora é justamente aprender a pintar com os sons, escolhendo as notas exatas que vão derrubar os muros invisíveis entre a tela e a emoção de quem assiste.
Fica o convite, sutil como um solo de guitarra: venha entender como a música e as artes visuais podem nos libertar de nossos próprios muros em uma explosão de cores prismáticas.
As vagas para a oficina são limitadas, então garanta seu lugar pelo nosso WhatsApp 11 982946468 e venha derrubar essas paredes conosco!

