Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

Mercado

Guia Michelin 2026 destaca alta gastronomia brasileira e coloca São Paulo no topo da América do Sul

Café especial do Circuito das Águas Paulista é protagonista em restaurante triestralado 

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Guia Michelin 2026 destaca alta gastronomia brasileira e coloca São Paulo no topo da América do Sul
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A edição de 2026 do Guia Michelin coloca o Brasil como protagonista no cenário da alta gastronomia mundial, com restaurantes nacionais marcando presença entre os melhores do planeta. Considerado um dos mais respeitados rankings do setor, o guia voltou a destacar a força culinária de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, responsáveis pela totalidade dos estabelecimentos avaliados no país.

Pela primeira vez na história, o Brasil passa a figurar no seleto grupo de restaurantes com três estrelas Michelin, a classificação máxima concedida a estabelecimentos que oferecem uma cozinha “excepcional, que justifica uma viagem por si só”. Os dois únicos restaurantes da América do Sul a atingir esse patamar são o Tuju e o Evvai, ambos localizados na capital paulista. A conquista coloca São Paulo entre os grandes pólos gastronômicos globais, ao lado de cidades como Paris, Tóquio e Nova York. Até a edição anterior, o país ainda não contava com restaurantes três estrelas, mantendo apenas casas com uma ou duas estrelas, categoria que já reunia nomes consagrados como Tuju e Evvai.

Evolução da gastronomia brasileira

O avanço para a categoria máxima reflete um processo de amadurecimento da gastronomia brasileira nos últimos anos. Em 2025, o país contava com cinco restaurantes com duas estrelas Michelin e cerca de 20 com uma estrela, concentrados principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. A capital paulista, em especial, já era reconhecida como um dos principais destinos gastronômicos do mundo, com dezenas de restaurantes premiados e uma diversidade culinária que ultrapassa 80 tipos de cozinha. Nesse contexto, o salto para três estrelas representa um reconhecimento individual e também coletivo da cena gastronômica brasileira, consolidando o país como referência internacional.

O Tuju, conhecido por sua cozinha criativa e sustentável, e o Evvai, que combina influências italianas com ingredientes brasileiros, simbolizam diferentes vertentes da culinária contemporânea nacional. Ambos já figuravam entre os melhores do país com duas estrelas Michelin, reconhecimento dado a restaurantes que oferecem uma cozinha excepcional “que vale o desvio”. Agora, ao atingirem o nível máximo, passam a integrar um grupo extremamente restrito no mundo, reforçando a capacidade da gastronomia brasileira de dialogar com técnicas internacionais sem perder sua identidade.

Café do Circuito das Águas presente no prêmio

Premiado regional e nacionalmente, o café especial do Circuito das Águas Paulista integra indiretamente a premiação do Guia Michelin 2026, já que o grão produzido pelo Sítio Cafezal em Flor, em Monte Alegre do Sul-SP, é utilizado no menu do restaurante Evvai. 

A bebida produzida no Circuito e utilizada no restaurante paulistano é o Café Especial Fermentado da Marvada, feito a partir de grãos 100% arábica, das variedades Tupi Vermelho ou Obatã Vermelho, e de torra média, produzido a 950 metros de altitude. O grão passou por um  processo de maceração carbônica, semelhante ao que ocorre nos vinhos. A fermentação dos frutos foi feita com a levedura usada para fazer a premiada Cachaça Campanari, da tradicional família Campanari, também de Monte Alegre do Sul.

“O resultado da bebida, que consta no menu do agora três estrelas Michelin, tem as notas sensoriais frutadas e de passas e corpo licoroso. Embora seja dúvida de muitas pessoas, essa bebida não lembra cachaça nem possui teor alcoólico, mas tem bastante doçura e acidez e lembra, sim, uma bebida fermentada como vinho branco”, afirma Márcia Bichara, produtora rural e proprietária do Cafezal em Flor.

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