Ibraim Gustavo
Ibraim Gustavo

Jornalista, pós-graduado em Marketing, MBA em Comunicação e Mídia, e MBA em Empreendedorismo e Inovação. Empreendedor, é sócio-fundador da Freestory – A primeira plataforma do Brasil de autodescrição com storytelling, IA e IoT. Com formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). É também músico, escritor, roteirista e storyteller.

Serra Negra

Circuito das Águas Paulista recebe evento do Projeto Café Sustentável da Syngenta

Café Nonno Marchi, em Serra Negra, sediou a apresentação do programa nesta semana

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Circuito das Águas Paulista recebe evento do Projeto Café Sustentável da Syngenta
Roberto Marchi é um dos produtores que fazem parte do Projeto Café Sustentável | Syngenta / Divulgação

O Sítio São Geraldo, no Bairro da Serra, dono da marca Nonno Marchi Cafés Especiais, sediou o evento da Syngenta em que foram anunciados os resultados parciais do Projeto Café Sustentável, iniciativa que promove a agricultura regenerativa em lavouras brasileiras. O encontro, realizado em parceria com a JDE Peet’s, maior empresa de café do mundo, ocorreu na última quarta-feira (27). 

Durante o evento, profissionais da empresa apresnetaram os números e relataram as ocorrências positivas para o campo, para o produtor e para o consumidor final. Roberto Marchi, produtor rural e proprietário do Café Nonno Marchi, contou a trajetória da propriedade, que pertence à sua família há quatro gerações, e falou sobre os desafios de transformar o sítio em produtor especializado em cafés especiais. "Para nós, é motivo de muita alegria receber esse evento em nossa propriedade. Isso demonstra que estamos no caminho certo, e que os frutos do trabalho estão aparecendo a cada novo ano", disse Marchi.

O Sítio São Geraldo exemplifica o sucesso da iniciativa. Reconhecido pela produção de cafés especiais 100% arábica a 1.150 metros de altitude, a propriedade alcançou pontuações superiores a 89 pontos na escala SCA nas áreas do projeto, consolidando-se como referência em manejo sustentável e inovação. A propriedade tem, ao todo, 18 hectares e nos últimos dois anos, a média da área padrão foi de 40 sacas por hectare. Já na área regenerativa, foi de 58,5 sacas por hectare.

Em 2025, a Nonno Marchi conquistou o título de 3° melhor café do Brasil pelo concurso Florada Premiada, durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte-MG, um dos mais importantes eventos do setor. “Por conta dessa trajetória pioneira no café, fizemos questão de inseri-los já na fase inicial do projeto. Conseguimos ver que, mesmo em um sítio que já possui práticas de manejo mais sustentáveis, a adesão ao nosso projeto colaborou ainda mais para melhorar a qualidade do solo, aumentar a produtividade e qualidade do grão, já que na área padrão foram 83,84 pontos, enquanto na área regenerativa a média foi 89,19 pontos”, destaca Natália. 

Para o barista e consultor especialista em cafés especiais, Diego Silva, a região do Circuito das Águas desponta como referência nacional de boas práticas e de qualidade do café: "Para uma marca do porte da Syngenta, de reconhecimento internacional, escolher Serra Negra para fazer a apresnetação dos resultados e utilizar a propriedade como laboratório, é porque os resultados alcançados pelo Roberto e pela Rosana Marchi sedimentaram a qualidade dos cafés especiais do Circuito das Águas. Atualmente, o Café Nonno Marchi é uma das grandes referências e uma das principais autoridades no país quando falamos em cafés especiais", afirmou. 

Conheça o projeto

O projeto tem o foco na resiliência climática e na saúde do solo, e já registra avanços significativos na produtividade e na qualidade da bebida em regiões estratégicas como o Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana e no Circuito das Águas Paulista. Os dados colhidos no segundo ano de acompanhamento apontam uma transformação real nas lavouras. No Sul de Minas, as áreas sob manejo regenerativo saltaram de 26,1 para 40,6 sacas por hectare, um aumento de 55% na produtividade em comparação ao manejo convencional. Na região da Mogiana, o incremento foi de 25%, enquanto no Cerrado a alta foi de 7%.

Iniciado em julho de 2024, o projeto abrange 30 propriedades cafeeiras, totalizando 90 hectares sob manejo regenerativo, em uma estratégia que combina tecnologias de proteção de cultivos, soluções biológicas, análises laboratoriais avançadas e práticas como polinização assistida e uso de plantas de cobertura. O objetivo central da iniciativa é demonstrar que é possível aumentar a eficiência produtiva reduzindo o impacto ambiental, seguindo a máxima de mais produtividade com menos impacto.

Mais qualidade na xícara

Além do volume, a qualidade do café também evoluiu. Na escala da Specialty Coffee Association (SCA), as propriedades participantes registraram avanços de até 1,97%, o que representa um acesso facilitado a mercados premium e melhores margens para o cafeicultor. Outro destaque ambiental foi a redução drástica na pressão de pragas de solo, com queda de até 71% na presença de nematoides nas plantações.

Para a Syngenta, o projeto materializa a visão de que a inovação é o motor da sustentabilidade. “Acreditamos que o solo saudável é o pilar fundamental da agricultura. Com o Café Sustentável, mostramos que a adoção de práticas regenerativas protege os recursos naturais, garante a rentabilidade do produtor e a perenidade da cultura frente às mudanças climáticas”, celebra Natália Vasconcelos, gerente de Sustentabilidade da Syngente.

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