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Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e em Biblioteconomia.
O humor é algo tão sério que até uma das personalidades mais carrancudas da história, Sigmund Freud, dedicou-se a colecionar piadas para escrever sua tese: “Os Chistes e Sua Relação com o Inconsciente” (1905). Para o pai da psicanálise, o chiste (a piada ou o gracejo) é uma estratégia de mestre: ele disfarça conteúdos “proibidos” e libera uma tensão emocional de forma socialmente aceita, revelando verdades ocultas pelo simples estalo do riso.
Se mergulharmos na origem das palavras, descobrimos que o humor tem natureza fluida. Etimologicamente, humor vem do latim e significa “líquido, umidade”. Na antiguidade europeia, acreditava-se que a saúde dependia do equilíbrio dos fluidos corporais; as emoções fluíam como o sangue e a linfa. Já na milenar medicina chinesa, esse "fluido" é visto como energia — luzes em movimento que projetam nossa saúde para além da matéria. É quase um cinema biológico!
E por falar em cinema, se ele é a escrita do movimento através da luz (lux), o riso é a iluminação súbita da mente! Sabe aquele estalo quando finalmente "sacamos" uma ironia? É um insight luminoso. Em latim, existe uma proximidade fonética — e eu diria espiritual — entre Luceo (brilhar) e Ludere (jogar/brincar). Rir é, portanto, jogar com a luz da inteligência. Poeticamente, o cinema de comédia nada mais é do que um projetor de "luzes de inteligência" sobre as sombras do cotidiano.
No nosso Ecossistema Cultural ReArte, levamos esse lazer tão a sério que, neste mês de abril, teremos aulas de... risadas! Sim, rir também se aprende na escola! E não se assuste: a palavra escola vem do grego skholé, que significava justamente "lazer" ou "tempo livre". Estudar, na sua essência original, era um prazer lúdico, um privilégio de quem tinha tempo para o pensamento livre.
Graças ao convênio com o Pontos MIS, do Museu da Imagem e do Som, nosso "corpo docente" de abril será de peso. Teremos aulas magnas às quartas-feiras, às 19h, com os professores Charles Chaplin, Harold Lloyd, Oscarito e Grande Otelo. Na grade curricular, clássicos como “Tempos Modernos”, “O Imigrante”, “O Homem Mosca” e “O Homem do Sputnik”.
Para aprofundar a "erudição da gargalhada", no dia 19/04, receberemos o professor emérito da UNICAMP e crítico de cinema, Cássio Starling. Ele conduzirá uma oficina de "risadaria" — ou melhor, uma “seríssima” (risos…) análise técnica — para mostrar como os grandes clássicos provam que o riso é a iluminação da inteligência! Ter um acadêmico desse calibre falando de comédia é devolver à escola o seu sentido original de ludus (jogo/prazer).
Mas, como todo curso exige um pré-requisito, o nosso é simples: aprender a sorrir com a enigmática Monalisa. No Slow Art Day Brasil (dia 11/04, às 14h), teremos uma invasão de pinturas de Giocondas em versões africana, egípcia, asteca e carioca, além artes fotográficas e representações de sereias de diversas mitologias (tintas óleo e acrílica sobre telas). Tudo isso temperado com a contação de “causos": estarei lá, pessoalmente, narrando as histórias dessas personagens e os segredos de bastidores por trás de cada criação. Garanto que é impossível não sorrir com as lendas ou até gargalhar com as peripécias hilárias que colecionei pelas galerias de arte mundo afora
Um aviso aos navegantes: os participantes que não derem ao menos um sorriso largo correm o risco de "ficar de recuperação". Terão que repetir as aulas e observar a exposição novamente, mas dessa vez seguindo o espírito do Slow Art: sem pressa nenhuma de ir embora.
Estão todos convidados para esta temporada de iluminação inteligente e gratuita em Serra Negra. Afinal, se o humor é líquido, que ele transborde em abril!
Tudo gratuito: informações e reservas de vagas pelo Whatsapp: 11 982946468

