Daniela Cagnoni
Daniela Cagnoni

Jornalista, artista visual e musicista. Atualmente, é editora do Jornal O Serrano e escreve sobre cultura no Expresso.

Colunas

Amo tudo o que vejo

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Amo tudo o que vejo
Acervo/The New York Public Library

Era uma manhã de sábado. Meu amigo me convidou para um passeio em meio à mata. Aceitei o convite prontamente, já que andar pelas florestas sempre foi um dos meus maiores prazeres. Passamos a tarde caminhando entre árvores e riachos, observando as estruturas naturais. Lembro-me de ter pedido a ele que fôssemos mais devagar, já que gostaria de olhar com calma cada pequeno detalhe das diferentes formas orgânicas.

A natureza é realmente uma infinita obra de arte. Suas texturas, suas formas geométricas, cores e movimentos – o eterno pulsar universal. Que grande prazer e privilégio poder apreciar a folha de uma árvore ou um musgo que nasce espontaneamente sobre a rocha milenar à beira de um rio. Que beleza poder ver, com os olhos da alma, a luz brilhante do sol na superfície da água; pequenos peixes que nadam entre os meus pés; um pássaro que passa lentamente sobre as nossas cabeças; o cintilar do azul etéreo das asas de uma borboleta, voando suavemente. A sutileza substancial.

A observação lenta e cuidadosa das formas naturais naquele dia me encheu de sensibilidade.

Amo tudo o que vejo. 

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