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Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “ReArte” (Certificado Ministério da Cultura), Museólogo no Museu Rearte (reconhecido pelo IBRAM/Ministério da Cultura), gestor Pontos MIS (Museu da Imagem e do Som/SP), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), historiador, professor de artes visuais, pós-graduado em Psicanálise, em perícia técnica sobre artes e em Biblioteconomia.
Nos tempos antigos, os governantes assim se mantinham pela força, seja ela física ou “espiritual” (famílias “eleitas pelos deuses”, daí o cargo passar de pai para filhos).
No ocidente, a democracia (“demos” = "povo" ou "multidão" e “kratos” = "poder" ou "governo") teve início na Grécia.
As primeiras experiências nesse contexto remontam ao século VI a.C.: poderiam votar os cidadãos homens, livres e maiores de idade (mulheres, escravos e estrangeiros estavam excluídos do processo político…).
Como será que eram as campanhas eleitorais? Fico aqui imaginando alguns personagens!
Hipócrates prometeu que, se eleito, implantará o SUS - Sangria, Unguento e Sangue-Sugas para todos!
De carona nesta candidatura, veio o “Hermes da Biga”, que conduzia os doentes até a Asclepiéia (hospital) em troca de votos e ainda, de brinde, entregava poções que ele, digamos assim, “encontrava” na “Farmakeia” pública, além de prometer “furar a fila” da sangria!
Questionado pelos arautos se isso era verdade, Hipócrates chamou de hipócrita o seu concorrente!
Também na disputa, temos Platónicles, o candidato filósofo, que discursava em longas sessões sobre a verdadeira natureza de todas as coisas. Jurava que isso resolveria todos os problemas da “pólis” e que, se não der certo, a culpa é das aristocracias e dos “almofadinhas” da Ágora (praça central grega, o coração da vida política, social e comercial).
Não podemos esquecer do guerreiro populista, Kratos Brucutu! Seus lemas eram simples: “Eu resolvo na espada!”; “Zeus em primeiro lugar!”.
E, como sempre, uma “chuva” de candidatos que prometem de tudo:
Mais estádios para as Olimpíadas!
“Bolsa Baco”: todo cidadão terá direito a uma ânfora de vinho por mês!
“Fifo - Fundo de Financiamento Filosófico”: a “polis” pagará seus estudos na Academia (cobrando, depois, com juros, é claro).
Tanto o Oráculo de Delphos, quanto as pesquisas do CICLÓPE - Centro Institucional da Clio (musa grega da história) de Opinião Pública e Estatística apontavam um empate técnico entre os candidatos!
Como o voto não era secreto, o dia da eleição terminou em pancadaria filosófica para todos os lados!
E os monarquistas, agora em minoria, aproveitaram para disseminar “fake news” que, a “democracia” era, mesmo, um “presente de grego”: um monte de candidatos “cavalos-de-Tróia”!

